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16.3.11

OS PORTUGUESES - XXXIX


"Os painéis, que hoje se encontram no Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa), expostos sob a forma de políptico de seis elementos, constituem, decorrido mais de um século da sua redescoberta, o objecto de discussão maior da historiografia do património artístico português.

Agrupados os painéis tal como se nos paresentam, trata-se de uma obra invulgar de retrato colectivo, que impressiona pela densidade plástica e pelo acentuado realismo na caracterização das personagens, claramente individualizadas. Neles se combinam as velaturas que marcam os pormenores à maneira flamenga, com a densa monumentalidade das figuras, típica da pintura italiana. Mas é a profundidade psicológica dos retratos que sublinha a sua importância no contexto da pintura europeia quatrocentista.. Foi este factor que levou René Huyghe - ao tempo director do Museu do Pouvre - a afirmar que 'Portugal foi o primeiro a tomar plena consciência da particularidade das almas e da sua expressão'. E, na verdade, os críticos mais eminentes não têm hesitado em qualificar a obra atribuída a Nuno Gonçalves entre as melhores do género europeu de finais da Idade Média."

(Fonte: História de Portugal, dirigida por João Medina)

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